Eneagrama, quem sou de verdade?

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A maioria das pessoas acha que sabe quem é, mas a realidade não é bem essa. O que desconhecem sobre si mesmas pode não somente machucá-las, mas também causar problemas em seus relacionamentos. Sem compreender como enxergamos o mundo e como fomos moldados, permaneceremos prisioneiros de nossa própria história.

            Chega uma hora na vida de todos nós em que é preciso desligar o piloto automático e acordar para a nossa realidade.           

             Originalmente, o Eneagrama é um sistema espiritual, que se consolidou em uma forma extremamente prática de se entender personalidades, que o torna de fácil entendimento por qualquer pessoa, o que é por si só, uma grande porta de autoconhecimento.

              Mas o refinamento e o aprofundamento do estudo e da prática, naturalmente leva ao caminho sutil e a um desejo de ampliar autoconhecimento pelo desenvolvimento de outras inteligências:

            Inteligência emocional e corporal também não são assuntos novos… Hoje sabe-se que temos verdadeiros cérebros atuando no nosso coração e no ventre e que funcionam de maneira autônoma e não hierárquica, ou seja, o cérebro que está na cabeça não é hierarquicamente mais importante do que os “cérebros” do ventre e do coração.

                 Quando explicamos cientificamente a existência dessas inteligências, passamos a acreditar. Mas desenvolvê-las só é possível exercitando exatamente o sentir com o coração e com o corpo, perceber e acolher emoções e sensações.

           No meu modo de ver, a inteligência do corpo e a inteligência do coração são grandes portais de acesso para a espiritualidade e para padrões que estão inconscientes e que nos causam desequilíbrios.        

            Quando sentimos algo simplesmente sentimos, não tem meio termo, não há dúvidas. É o que é. Resta-nos acolher ou rejeitar aquilo que sentimos.

           Se acolhemos simplesmente, sem querer entender, abrimos uma oportunidade para que a nossa inteligência emocional e corporal nos ajude. Simples assim. Silenciamos a mente que desconfia e confiamos.     

          Confiamos em inteligências que são muito mais antigas que a mente racional e que contêm memórias, crenças e sabedorias ancestrais, conteúdos simbólicos do nosso próprio inconsciente e do inconsciente coletivo.

         A partir daí, do silêncio e da confiança, abre-se o caminho espiritual. O caminho de reconexão consigo mesmo, de relembrar-se de quem você realmente é. Isso é espiritualidade.

            O contato com o campo sistêmico do Eneagrama pode ser de grande valor terapêutico, para o desenvolvimento da espiritualidade a partir do refinamento das percepções físicas e das emoções. É um lugar onde muitas curas podem acontecer.

E, no dia a dia, fora de um trabalho terapêutico, é possível nutrir a espiritualidade com o Eneagrama? Sim. Se você conhece um pouco do Eneagrama, você pode simplesmente meditar, conectando-se intencionalmente com a energia arquetípica (eneatipo) que você gostaria de nutrir. A partir daí, perceber, no seu dia, como esta energia se apresenta, se traz algum insight, alguma ideia, alguma solução…